Filme #4 - O Menino do Pijama Listrado

Postado por Book Lover Brasil










A história se passa na Alemanha nazista, e a nossa trama começa após a família de Bruno (Asa Butterfield) ter de se mudar de Berlim para Auschwitz, por conta de uma promoção de seu pai (David Tewlis). Em Berlim Bruno tinha vários amigos, porém em Auschwitz ele é muito solitário, sua mãe, pai e irmã estão sempre ocupados demais para ele. Então Bruno adquiri o hábito de brincar sozinho pela propriedade, e é durante uma dessas brincadeiras que ele encontra seu mais novo amigo Shmuel (Jack Scanlon). Bruno acha engraçado o fato de Shmuel estar sempre de pijamas, e constantemente faminto, e dispõe-se a levar-lhe comida sempre que possível, e é desta incomum rotina que nasce a mais sincera, porém perigosa, amizade.


♥ NOTA






♥ Informações

Gênero: Drama
Gravadora: Image Filmes
Duração: 116 minutos
Ano de Lançamento: 2008


Filmow


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SaraivaSubmarino  | Americanas


♥ RESENHA


Oi gente!

Minha primeira resenha como colaboradora do Book Lover, e eu escolhi um filme que foi um acontecimento na minha vida. Isso porque esse é o único filme baseado em livro que achei que o filme foi bem melhor que o livro. Mas antes que vocês comecem o apedrejamento eu posso me explicar.

Dificilmente eu assisto o filme antes de ler o livro no qual ele foi baseado. Porém esse foi o caso quando se tratou de ‘O Menino do Pijama Listrado’. Assisti ao filme e achei ele maravilhoso, chorei muito, mensagem linda no final, tudo de bom! E logo depois corri pra comprar o livro, imaginando que se o filme era tão bom assim o livro deveria ser espetacular.

Mas não era. A história se desenrola do mesmo jeito, o filme é notavelmente fiel ao livro, até chegar ao desfecho final. Os finais são diferentes, e na minha opinião, o final do filme é cem vezes mais emocionante.

‘Menino do Pijama Listrado’ vale cada minuto assistido, a história de sua família é comovente na particularidade de cada membro. A saudade que Bruno sente de sua casa em Berlim, dos amigos que deixou na cidade, assim como de seus avós, é comovente. A dor da mãe por ter de criar os filhos tão perto de um campo de concentração. A leviana irmã que se deixa seduzir pelo nazismo, por conta de uma paixão adolescente por um dos soldados do pai, e acredita realmente na superioridade da raça ariana. E as preocupações do pai, que agora é comandante do Campo de Concentração e precisa lidar não só com os judeus, mas com sua tropa e sua insatisfeita família.

A amizade que floresce entre Bruno e Shmuel é a mais pura e sincera amizade que se pode ter, nenhum dos dois sabe das circunstancias em que se encontram, e não carregam consigo o preconceito que todos viviam naquela época. E é ai que reside toda a beleza da trama. E foi em nome desta amizade que Bruno entra, inocentemente, no campo de concentração para ajudar Shmuel a procurar seu pai que estava ‘desaparecido’. Enquanto Bruno está no campo, vestindo pijamas como Shmuel, os guardas mandam todos para um banho. Os trancam na câmara, e ligam o gás da morte. Ai acontece a cena, que para mim, é a mais linda, o resumo do filme, e o tapa na cara dos preconceituosos, aonde Bruno e Shmuel dão as mãos para morrem juntos, como amigos, como iguais.

A diferença de finais entre o filme e o livro acontece agora. No filme, o Pai sente a falta de Bruno e o descobre no campo de concentração, sabendo que será aplicado o extermínio de milhares de judeus aquele dia ele corre para salvar seu filho mas chega tarde demais. Então o pai cria consciência das atrocidades que vem cometendo, e pede dispensa do serviço de Comandante.

No livro o final é mais austero, o pai procura por Bruno durante um longo tempo até se convencer de que o pior pode ter lhe acontecido. Não existe aquela epifania dos horrores que o campo de concentração representa, e o livro acaba sem uma ‘justiça’ digna para Bruno e Shmuel.

Trailer do Filme







1 comentários:

Comentários
1 Comentários
  1. O filme é realmente excelente, um dos poucos que assisti na escola e gostei. Foi em 2009 que eu assisti e ele ainda me marca até hoje, me lembro do quanto chorei naquele final. É uma pena o livro não ser tão bom, mas mesmo assim vou lê-lo algum dia. Ainda bem que eu tenho o filme aqui em casa, porque agora me deu uma vontade de assistir.
    Gostei bastante da sua crítica, só acho que não precisava colocar a morte dos dois no meio (spoiler pra quem não viu e não leu :p)

    http://lereaminhapraia.blogspot.com.br/

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