Resenha - George Orwell - 1984 - por Matheus

Postado por Matheus Miranda Souza










"1984" não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984 , o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.


NOTA







 Informações


ISBN : 9788535914849

Editora : Companhia das Letras
Páginas : 416
Ano de lançamento : 2009


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 RESENHA


Não, esse não é mais um livro de Laurentino Gomes sobre algum evento do passado... Porém, esse livro tem sim um pé na história.Vamos lá:

Eu descobri esse livro (que para os americanos é quase literatura!) quando vi um comercial antigo (de 1984!!! Que surpresa!) da Apple (aqui). Então, com toda minha bela curiosidade fui ler.
Realmente gostei desse livro, só que acho que minhas expectativas foram altas demais, muito altas. Eu esperava algo como Jogos Vorazes, misturado com politica.
Seguimos a história de Wilson Smith, um pacato funcionário do Partido. Melhor entendermos o Mundo primeiro:

Após anos de devastação pela politica capitalista, eis que nos anos 50, passados os Russos e Alemães, é formado o Partido. Puramente Comunista e Socialista, esse partido comanda a Oceania (Américas, Londres, Austrália). O principal líder d'O Partido é o Grande Irmão (Agora você sabe da onde raios vem Big Brother Brasil), um ser que ninguém viu, mas que todos acreditam piamente. A titulo de curiosidade: Há a Eurásia (Russia e Europa, exceto Inglaterra (que fora dominada pelos EUA)) e a Lestásia (o resto). Essas três grandes potencias vivem em guerra. Porém são todas igualmente pobre, miseráveis e comunistas.

Voltando a Wilson, ele se configura como um rebelde em especial. Em um mundo essencialmente tecnológico, apesar de não haver arte ou ciência, ele escreve em um diário algumas informações.
ULLLLL MATHEUS, UM DIARIO! QUE REBELDE!!! Realmente é ridículo, mas sabe aquela história de que tudo que é ruim pode piorar. Eis que me aparece Julia. Uma namoradinha, que o lerdo acredita ser rebelde igual ele... a história é ridícula, as cenas são ridículas, é tudo ridículo. Bom, a partir daqui eu não vou contar o final né! Mesmo assim foi um final bom, mediano (até porque eu já tinha baixado as expectativas tão baixo que se o livro acabasse no meio da frase, tipo em Uma Aflição Imperial, eu ia gostar), e até teve um bom senso de lógica...

Afinal, é Bom? Bom é, mas não leria de novo.

Agora vamos falar de parte boa né:
Um dos poucos livros que me fizeram chorar: Wilson falando da mãe e da irmã. Nossa senhora, como foi triste essa parte.

Eu prometi a mim mesmo que não faria isso mas eu preciso: 1984-2013. Não há como não fazer comparação com nossa realidade. Um mundo onde somos vigiados a qualquer instante, onde uma tela pode nos dar ordens, onde não há privacidade. Vivemos esse mundo hoje. É interessante pensar nisso enquanto lê... Bom foi isso... qualquer sugestão de livros que vocês queiram resenhas, anote nos comentários, e assim que sobrar tempo (e money) eu resenho... Té Mais...






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